Raquel Lyra aponta amizade entre João Campos e servidor exonerado após denúncia de 'gabinete do ódio'; 'Nunca foi meu amigo', diz ex-prefeito
28/08/2026
(Foto: Reprodução) Raquel Lyra aponta amizade entre João Campos e servidor exonerado
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), postou, em seu perfil no Instagram, um vídeo em que João Campos, candidato do PSB ao governo do estado, celebra o nascimento da filha do ex-servidor estadual Amisadai Andrade da Silva, para apontar a existência de uma amizade entre eles (veja vídeo acima). Na mesma rede social, o ex-prefeito do Recife rebateu a acusação: "Nunca foi meu amigo".
Amisadai foi exonerado do governo após ser apontado pela coligação do ex-prefeito do Recife como chefe do "gabinete do ódio". É assim que está sendo chamada a suposta estrutura que seria utilizada para atacar opositores políticos e adversários da governadora. O vídeo publicado por Raquel Lyra indica, ainda, que o blog de Amisadai Andrade recebeu repasses da prefeitura do Recife enquanto João Campos era prefeito da capital pernambucana.
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O vídeo que denuncia a existência de uma amizade entre João Campos e Amisadai foi postado na quinta-feira (27), mesmo dia em que a Frente Popular de Pernambuco, coligação do PSB, realizou uma coletiva de imprensa para anunciar os pedidos de investigação contra o "gabinete do ódio".
A postagem do vídeo no perfil de Raquel Lyra no Instagram traz uma única frase: "Mentira tem perna curta". Também em suas redes sociais, João Campos rebateu as críticas da governadora através de uma nota.
"Quem deve explicações à Justiça sobre o uso de dinheiro público para destruir reputações não deveria usar a rede social para espalhar mentiras. O homem apontado pela imprensa como suposto chefe do Gabinete do Ódio do Governo de PE nunca foi meu amigo e nunca trabalhou em minha equipe. Já a candidata que me ataca não pode dizer o mesmo. Da minha parte, seguirei fazendo uma campanha limpa, à altura do que espera o povo de pernambucano", disse o candidato do PSB.
João Campos aparece em vídeo parabenizando Amisadai Andrade da Silva
Reprodução/Instagram
Pedidos de investigações
De acordo com o advogado Rafael Carneiro, representante da Frente Popular de Pernambuco, a chapa do ex-prefeito vai ingressar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE) para apurar suspeitas de irregularidades. A equipe jurídica da coligação acusa a governadora de participação direta no suposto "gabinete do ódio" que atuaria para atacar adversários (veja vídeo abaixo).
Na coletiva de imprensa na quinta-feira (27), a Frente Popular de Pernambuco também que deve ingressar com uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito de servidores e ofensa aos princípios da administração pública; uma denúncia à Controladoria Geral da União (CGU) por envolver servidor público federal; e outras denúncias à Caixa Econômica Federal, ao Ministério Público Eleitoral, Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE).
Em resposta ao anúncio dos pedidos de investigações, a campanha da candidata à reeleição divulgou uma nota afirmando que a denúncia contra Raquel Lyra é uma estratégia de campanha do candidato do PSB ao governo de Pernambuco.
Coligação de João Campos acusa Raquel Lyra de participação direta em 'gabinete do ódio'
Ações dos dois adversários
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco informou ao g1 que há, atualmente, duas ações cautelares relacionadas à atuação de grupos nas redes sociais. Segundo o tribunal, os dois processos têm como objetivo a "produção e a preservação de provas" e tramitam em segredo de Justiça:
uma das ações foi apresentada pelo PSB e trata, segundo a classificação feita pelo partido, de "impulsionamento inorgânico de conteúdos" e "formação de um gabinete do ódio";
a outra foi apresentada pela coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura de Raquel Lyra à reeleição, e trata da suposta existência de uma "rede coordenada de disseminação de conteúdo de ataque à governadora".
O tribunal não informou quem são os alvos ou responsáveis pelas supostas redes nem deu detalhes sobre as provas apresentadas. Como os processos estão sob segredo de Justiça, o TRE afirmou que não pode fornecer outras informações sobre o conteúdo das ações.
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